O Coração de um poeta
É máquina imperfeita
Acelerada e sempre sujeita
Vem chuvas e trovoadas
Alegria e tristeza de mãos dadas
O coração de um poeta
Sempre bate e apanha
Sangra e sofre em vida tacanha
Passa o dia e não escreve nada
Adormece e acorda sem ideia formada
Em conexão direta com a alma
O coração do poeta se acalma
Busca a realidade a ser pintada
E põe linhas e símbolos em folha amarelada
ahhhh! Como sofre este coração
E sem sofrimento não ha criação
A dor seu maior combustível
E o amor torna tudo possível
O coração do poeta nasce sofrendo
Mas bate a frente sempre crescendo
Se tivesse que trocar meu coração
Escolheria qual?
Um jovem e bem novo?
Ou de um vitorioso atleta?
Aqui pensando e sentindo
Certamente a melhor escolha
Seria mesmo o coração de poeta.