
Imagino desde que nasci como deve ter sido eletrizante cada dia da minha vida, pois nunca tinha ocorrido ou sido vivido e nada ainda tinha acontecido, mas acho que a grande maioria dos fatos se perdeu na memória do tempo e não aproveitei devidamente, e virou passatempo e estes dias passaram rápido como o vento, pois sempre ficamos perdidos e cegos por distrações e besteiras irrelevantes, que passam a nossa frente e escondem o que é importante.
Já pensou se fosse possível viver cada dia duas vezes em um “looping” sem esquecer que vivemos ou revivemos? Em cada dia faríamos diferente, mais ou menos assim: o primeiro dia viveríamos a novidade, os desencontros, a importância dos desimportantes, tudo distraído e sem mudança, como fazemos hoje sem esta mágica de criança, mas o segundo dia? Ah! Este reprise em forma de segunda chance, viveríamos a beleza de cada dia, dando importância a tudo e todos que se importam e nos importam e descartando que é irrelevante, banal e até certo ponto descartável e boçal.
Este dois dias seriam “O Dia”, teríamos 2 vezes 24 horas para viver o mesmo dia, isto traria muita intensidade a nossas vidas, repararíamos pequenos enganos, valorizaríamos pequenos atos, empurraríamos na subida e seguraríamos na descida e na somatória do dia, teríamos uma vida bem vivida.
Mas ai vem a pergunta: Por que temos que esperar por esta magia de duas vezes um dia? Eu acho que basta acordarmos com a alma tranquila e famintos por viver bem, ajudar sempre e ter muita atenção aos detalhes também, as pessoas amigas ou quem sabe supostas inimigas, não importaria, o que importa é vontade de viver a vida no bem e ajudar sempre sem olhar a quem.